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Letícia Lampert

Práticas para Destrinchar a Cidade

Práticas para Destrinchar a Cidade
Em cartaz de 19/jun a 1/ago/2021

O gesto lúdico de desmontar um mecanismo complexo, como quem quer entender como algo funciona sem a certeza que saberá remontar depois, é a origem dos diversos trabalhos que vem compondo a série Práticas para Destrinchar a Cidade. O mecanismo em questão é a própria cidade, uma cidade genérica, sem uma paisagem marcante que a identifique facilmente no mapa. Embora originalmente inspirada por São Paulo, as questões que são mote desta série – a visão sempre barrada por construções, a proximidade sufocante entre prédios, a impossibilidade de ver o horizonte – são comuns a tantos centro urbanos que, quando outros lugares se reconhecem nela, acabam reforçando as questões que ela quer discutir.

Práticas para Destrinchar a Cidade não é uma série fechada, mas uma investigação constante que vem se desdobrando em diversas micro séries e instalações que flutuam no mesmo eixo. Cada uma destas micro séries assume um gesto que a define: reordenar, subtrair, deslocar, expandir, mesclar, etc. Cada gesto se repete como forma de interferência nas fotografias, ou como diferentes teorias para conseguir ver a cidade.

 

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Ganhadora do Prêmio Chico Albuquerque de Fotografia 2019, Práticas para Destrinchar a Cidade é uma série que mistura fotografias, colagens e instalações onde diferentes gestos – reordenar, deslocar, subtrair, mesclar, sobrepor – definem a intervenção que será feita nas imagens propondo a reflexão sobre a paisagem urbana contemporânea e a verticalização das cidades.

Letícia Lampert

Com formação em Artes Visuais, Design e mestrado em Poéticas Visuais (PPGAV-UFRGS), Letícia Lampert vem desenvolvendo sua produção principalmente através da fotografia. Tem como eixo principal de pesquisa a investigação sobre as formas de compreender a paisagem, especialmente a urbana, e as relações, mediadas pela arquitetura, que estabelecemos com as cidades. Teve seu trabalho destacado em salões e prêmios tais como o Prêmio Pierre Verger de Fotografia (2013), o III Prêmio Itamaraty de Arte Contemporânea (2013), o Prêmio de Fotografia Chico Albuquerque (2019), entre outros. Em 2018, participou da Bienal do Mercosul, em Porto Alegre, da Bienal de Fotografia de Beijing, na China. Participou de residências artísticas no Brasil e no exterior tais como The Swatch Art Peace Hotel (2015), em Xangai - China, Residência FAAP (2017), em São Paulo e Pier 2 (2018), em Kaohsiung - Taiwan. Publicou até o momento 3 livros: Escala de Cor das Coisas (2009), Chai (2016) e Conhecidos de Vista (2018).

Utilizando-se principalmente da fotografia, Letícia Lampert vem investigando as formas de compreender a paisagem, especialmente a urbana, e as relações, mediadas pela arquitetura, que estabelecemos com as cidades. A artista já participou de residências no Brasil, China e Taiwan e teve seu trabalho destacado em prêmios como o Pierre Verger (2013), Prêmio Chico Albuquerque (2019), entre outros.